S.e.g.u.i.d.o.r.e.s.! - ((Clique abaixo))

sábado, 15 de agosto de 2009

Discípulos por amor, não por interesse!



Olá, meus queridos!
Que saudade de estar aqui com vocês! Perdoem-me pela ausência, meus queridos...
Mas vamos conversar um pouco sobre algo que o Senhor tem falado ao meu coração, e creio que falará também ao de vocês! Não é algo muito ensinado, ou até seja, mas não está sendo vivido por multidões que lotam as Igrejas em busca de milagres, curas, prodígio, porta aberta, chave de carro ou apartamento, cheque assinado por Jesus etc. Então, vamos descobrir a verdade do/no Evangelho!

“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita o homem se ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? Porque o Filho do Homem virá na glória de Seu Pai, com Seus anjos; e, então, dará a cada um conforme a suas obras.” Mt 16. 24-27

Após compartilhar com seus discípulos que Jesus deveria sofrer muito e até morrer (Mt 16.21), mas estava preparado e disposto a fazê-lo, Jesus lhes mostra que eles também deveriam sofrer, e deveriam estar preparados e dispostos para isso.
- “Se alguém quiser vir após mim...”, isto é, “Se algum homem estiver disposto a vir após mim...” Isto sugere uma escolha deliberada (ponderada, refletida, resolvida, decidida), disposição (determinação, intenção, domínio, desembaraço) e revolução (reforma, transformação, mudança completa) na escolha. Quando decidimos por seguir a Cristo (sermos Seus discípulos), nós optamos por viver uma vida que vai à contramão da que vive a maioria. Discípulo de Cristo é “aquele que anda da mesma maneira que Ele andou; que é conduzido por Seu Espírito, segue Seus passos, submete-se à Sua direção, por fim, que segue o Cordeiro para onde quer que Ele vá (Ap 14.4)” - Mattew Henry.
Sermos discípulos é trilharmos o caminho estabelecido na Palavra de Deus, não de forma distante e ideal, mas de forma real e concreta. Ir após o Mestre implica em mudança total (disposição e revolução na escolha), não apenas por dentro (como prega o evangelho light), mas que venha de dentro e se exteriorize em nossas atitudes, nosso comportamento, nosso vestir, nosso caráter, nossa personalidade, nosso temperamento, enfim, não é uma mudança apenas no coração que se finde nele, mas que se revela ao mundo como luz e sal.
Jesus continua dizendo:
- “Renuncie a si mesmo...” Segundo Mattew Henry, “renunciar a si mesmo é uma lição árdua; devemos renunciar a nós mesmos completamente, não devemos satisfazer os nossos caprichos, nem confiar em nosso próprio entendimento, nem procurar nossos interesses, nem permitir que a satisfação do nosso ego seja nosso maior objetivo. Significa renunciar os apetites do nosso corpo em benefício da nossa alma”. Outra definição interessante: “Submeter-se ao Seu controle tão completamente que a própria pessoa não tem nenhuma prerrogativa (direito ou privilégio especial)” - William MacDonald.
Lendo essas definições, eu me lembrei de alguns exemplos de homens que renunciaram tudo para serem discípulos de Jesus... Pedro, Tiago, João, Mateus, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Tadeu, Tiago - filho de Alfeu-, Simão e Judas Iscariotes. Doze homens que ousaram deixar tudo (sonhos, projetos, profissões, família, crenças, costumes etc.) para trás e seguiram o Mestre. Também Estevão, o primeiro mártir, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo; mas foi apedrejado até a morte por não negar a Cristo (At 7.55-60). E o que dizer de Paulo? Um exemplo que considero demais é o apóstolo Paulo que disse em Atos 20.24: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Também em Gálatas 2.20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Eu não poderia de mencionar o maior exemplo de renúncia: CRISTO JESUS, O ÚNICO FILHO DE DEUS. Em Filipenses 2.5-8, Paulo nos diz: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhantes aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se, sendo obediente até a morte e morte de cruz.” O nascimento de Cristo, Sua vida e Sua morte são todos um ato de humilhação, de renúncia, de amor. Renúncia por amor a mim e a você. O Pai nos deu o Seu Melhor: Cristo, Seu Único Filho. O Filho nos deu o Seu Melhor: o próprio sangue por mim e por você (Is 53.5: “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”). Esse ato de renúncia há muitos anos atrás nos proporcionou algo que não seríamos capazes de conquistar sozinhos, com nossas próprias forças: a Salvação. Uma vida eterna de glória, adoração e exaltação ao Deus Vivo. Algo inimaginável (1 Co 2.9-10: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam. Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.”), algo que vale muito mais do que tudo o que podemos alcançar seguindo nossos próprios interesses, vivendo segundo nossos prazeres. Quando Jesus falou em renúncia, Ele sabia o que estava falando. Ele renunciou por Amor. Ele aniquilou-se por amor. Ele humilhou-se por amor. Para que a Graça nos alcançasse e fôssemos remidos de todo pecado através de Seu sangue derramado na Cruz.

- “Tome sobre si a sua cruz...” Segundo Mattew Henry, “a cruz aqui representa todos os sofrimentos, como homens ou como cristãos; aflição, perseguições devido à justiça, ou seja, cada problema que acontece conosco, tanto por fazermos o bem como por não fazermos o mal. (...) Quando nos alegramos com as nossas aflições, e nos gloriamos nelas, é quando tomamos a cruz. Isso acertadamente acompanha o ‘renuncie-se a si mesmo’; porque aquele que não renunciar aos prazeres do pecado, e as vantagens deste mundo, por Cristo, quando chegar o momento, nunca terá coragem de carregar a cruz”. William MacDonald também diz: “significa disposição de tolerar vergonha, sofrimento e talvez martírio por Sua causa; morrer para o pecado, para si mesmo e para o mundo.” Em Filipenses 1.29, Paulo nos diz: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele”. Tomar sobre nós a nossa cruz é um gesto, através do qual, dizemos a Jesus: "Eu Te servirei custe o que custar, venha o que vier, haja o que houver”.
Temos ouvido tantas mensagens de “Oba-Oba!”, de “Vitórias e Bênçãos sem medidas”. Temos visto igrejas hiper lotadas, casas de oração abrindo aqui e ali. A cada dia, mais e mais “profetas” entregam chave de carro ou de apartamento, cheques assinados por Jesus etc., a pessoas sem o menor compromisso com o Pai. Muitos estão ocupando lugares nas Igrejas e Casas de Oração, não por amor, gratidão e reconhecimento a Deus, não para buscar ao Senhor, mas pelo que Ele tem para lhes dar! No entanto, não são capazes de negar a si mesmas e tomar sobre si as suas cruzes. Não estão dispostas a sacrificar a carne, morrer para o mundo e viver para Cristo. Não estão dispostas a viver a mensagem da cruz! Querem receber, mas são incapazes de dar. Querem a Cristo como Salvador, desde que vivam de acordo com suas próprias vontades/verdades, desde que não tenham nada a perder, desde que não precisem padecer o mínimo que seja. Como Salvador, tudo bem, mas como Senhor, jamais! Vivemos o tempo que está escrito em 2 Timóteo 4.2-4, em que Paulo diz a Timóteo: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda (corrija), exorte, com toda paciência e doutrina. Porque chegará o tempo em que não sofrerão (suportarão) a sã doutrina (chegará o tempo em que não suportarão os caminhos de Deus, os pensamentos de Deus); ao contrário, sentindo comichão nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo as suas próprias concupiscências (cobiças); e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para as fábulas”. Paulo, porém, continua no versículo 5: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. Amados, os que vivem pelos tesouros desse mundo, receberão apenas aquilo que o mundo é capaz de lhes dar. Mas aqueles que tomarem sobre si a sua cruz, certos de que no mundo terão aflições, mas devem ter bom ânimo, pois Cristo venceu o mundo (Jo 16.33)... Ah! A eternidade na glória será o mínimo (que não pode ser comparado ao máximo deste mundo) de tudo o que Deus preparou. Levarmos a nossa cruz é, acima de tudo, levarmos as marcas de Cristo. Paulo escreve em 2 Co 4.8-11, 16-18: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. (...) Por isso, não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas”. Tomemos sobre nós a nossa cruz, não porque valerá a pena (porque seremos recompensados), mas em retribuição ao Amor que Ele demonstrou por nós quando a levou sobre Suas costas açoitadas, dilaceradas, manchadas de sangue e dor.

- “E siga-me.”
“Significa viver como Ele vivia com tudo o que envolve de humildade, pobreza, compaixão, amor, graça e cada outra virtude divina”. - William MacDonald. “No sentido particular de carregar a cruz. (...) Cristo a suportou antes de nós, por nós e a retira de nós. (...) Ou nós podemos compreender isso de forma geral, ou seja, devemos seguir a Cristo em todos os exemplos de santidade e obediência”, segundo Mattew Henry.
Seguir a Cristo envolve renúncia, exige que tomemos a nossa cruz. Aqui o “Evangelho Light” não se encaixa, nem a “Teoria da Prosperidade”, nem a “Grande Oferta dos Bezerros de Ouro” deste tempo. Ao renunciarmos a nós mesmos, tomarmos sobre nós a nossa cruz, decididos a seguir a Cristo, avançaremos à contramão deste século e suas mazelas. Optaremos por uma vida íntegra, numa sociedade corrupta; por preservar-nos limpos do pecado, numa sociedade de vestes prostituídas; optaremos pela paz e amor ao próximo, numa sociedade violenta e em guerra. Seguir a Cristo exige caráter, perseverança, personalidade, disposição, revolução, desapego às coisas deste mundo. Mas como vamos andar como Cristo andou se não conhecemos Seus passos? Se não sabemos Quem Ele é, o que Ele fez, quais Suas atitude diante das mais diversas circunstâncias? Através da Bíblia Sagrada. Lendo o Salmo 119, teremos uma dimensão de quão importante é observarmos a Palavra de Deus. Nada substitui a Bíblia. Nada! Movimentos vêm e vão. Mas a Palavra do Senhor permanece, edifica, consola, exorta, fortalece e ensina nossos corações a seguirem a Cristo.
Trilhando esse caminho tão estreito, avançaremos à contramão deste mundo, mas, ao contrário dos que preferem a largura da facilidade, o sabor do mundo e seus prazeres, estaremos aptos a passar pela Porta Estreita descrita em Mateus 7.13-14: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Quando nos dispomos a renunciar a nós mesmos, tomar sobre nós a nossa cruz e seguir a Cristo, nos tornamos a única classe de pessoas a Quem o Pai procura: os verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24). Tornamo-nos, homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com Deus. Portanto, vale a pena ir à contramão da maioria! Vale a pena renunciarmos aos nossos próprios sonhos para vivermos os sonhos de Deus! Vale a pena deixarmos tudo o que o mundo nos oferece para seguir a Cristo e tudo o que Ele tem para nos oferecer na glória!
Em João 14, Jesus diz aos seus discípulos: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se na fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for vos preparar lugar, virei outra vez e voz levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também. (...) Se me amardes verdadeiramente, guardareis os meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós O conheceis, porque habita em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. (...) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Psiu! Estejamos prontos a sermos verdadeiramente discípulos de Cristo, renunciando a nós mesmos, tomando sobre nós a nossa cruz e seguindo-O. Abramos mão do pouco desta vida, comparado ao muito que Ele já nos proporcionou. O preço foi alto demais, porém Ele já pagou. Hoje, fomos alcançados pela Graça, porque um dia Ele renunciou a própria vida para vencer a morte e nos proporcionar a eternidade. Deixemos os nossos interesses de lado e adoremos o Mestre por amor, por gratidão. Reconheçamos o Amor do Mestre. Confessemos a Jesus, não apenas como Salvador, mas como Salvador e Senhor de nossas vidas! Deixemos que Ele tome a direção do nosso barco, as rédeas do nosso coração impetuoso.

OUSE RENUNCIAR POR AMOR. TOME SOBRE SI A SUA CRUZ EM RETRIBUIÇÃO. DISPONHA-SE A SEGUI-LO COM CONVICÇÃO. E VOCÊ SABERÁ O QUE SIGNIFICA IR APÓS O MESTRE. SEJA DISCÍPULO.


Ah! Gostaria de lhes indicar dois livros tremendos:
- A Bíblia Sagrada, diariamente primordial;
- O Pelegrino, leitura complementar ao texto.

Um abraço fraterno bem forte,

Tathiana Lucena - { Vivendo uma revolução! Eu fiz minha escolha! }

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Grandes Pensadores... - Selados!


Esse selo recebi da Wilma Rejane. Agradeço a indicação e o repasso à:

Ѽ Apaixonada Pela Palavra de Deus
{ Minha querida grande amiga Dayanna, Dadazinha }

Ѽ Reflexões no Caminho
{ Mário Gonçalves }

Ѽ A Supremacia das Escrituras
{ Marcello de Oliveira }

Ѽ Expressa é Preciso. Impresionar, nem sempre!
{ Lucena Filho }

Ѽ Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e Luz para o meu caminho.
{ Marcelo Oliveira }

Ѽ Caminho Plano
{ Josué Miguel, Pb. Marcos Brandão, Dc. Odair Mercham }

Ѽ Realizando o Sonho de Deus
{ Patty }

Regras:
1. Escolher, pelo menos outros 5 blogs que condigam com a ideia desta premiação.
2. Entrar em contato com os blogs premiados, claro!
3. Montar uma postagem explicativa, nos moldes desta.
4 . Ter o link do blog que o indicou.
5. Manter o link do selo direcionando para o este post.
6. Apresentar os blogs homenageados

Que o Senhor continue lhes abençoando e lhes capacitando cada vez mais.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Minha Vida Como Uma Resposta Ao Seu Amor!



A Paz do Altíssimo, meus queridos!

Hoje gostaria apenas de compartilhar com vocês um video de Brennan Manning, um homem de Deus que admiro muito. Seus livros têm sido instrumentos curadores e libertadores nas mãos de Deus em minha vida. Já o citei diversas vezes. Acho desnecessário acrescentar algo à tanta clareza, simplicidade e verdade.
Sei que não é fácil nos sentirmos amados quando estamos sujos, imundos, maltrapilhos, caídos na miséria da nossa natureza na escuridão da noite fria e solitária. Ah! Não é fácil olharmos para o alto certos de que há alguém que nos deseja como filhos, que almeja nosso retorno. Sentir a dor da derrota e da vergonha (errar pela milésima vez em um mesmo ponto, cair na mesma fraqueza), não ter palavras para fazer a menor oração possível. É, eu entendo...
Mas ouça (em 3 minutinhos) uma verdade libertadora de esperança.
E seja tocado pelo Amor de Aba.

Que o Senhor lhes abençoe pderosamente, meus queridos!

Tathiana Lucena - Almejando uma mudança radical.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Talvez abatidos... Jamais destruídos!"



Aguenta Firme - Ludmila Ferber (Não deixe de ouvir!)


Olá, meus queridos!

Nossa! Que saudade de estar aqui com vocês! Nestes últimos dias, o Senhor tem feito maravilhas em minha vida e estou grata a Ele por tudo! Pelos desertos, pelos vales, pelas tempestades, mas também pelo brotar das águas, pelas providências, pelo acalmar das ondas...

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos...”
2 Co 4.8-9.

Que passagem magnífica! Quase sempre me pego passeando nestes versículos, através dos quais, o Espírito Santo fala baixinho ao meu coração: “Calma! Aguenta Firme! Não desista!”. Como é lindo o mistério existente nesta passagem. E como eu amo os mistérios do meu Aba!

Em tudo somos atribulados... Atribulação significa infelicidade, adversidade, tormento, aflição, inquietação. Perplexos... Indecisos, irresolutos, hesitantes; espantados, boquiabertos, atônitos. Perseguidos... Incomodados, importunados; submetidos a tratamento cruel ou injusto, atormentados, torturados. Abatidos... Caídos, derrubados; enfraquecidos, deprimidos.

Ah, quão cruéis podem ser adversidades! Existem tempos em que a noite domina nossos corações, e, com ela, todo o frio e escuridão das incertezas, da labuta cotidiana e da solidão. Vemo-nos sem agasalho algum, sem um abraço que nos aqueça, dominados por uma incapacidade e impotência desmedidas para resolver nossos dilemas pessoais. Ou quantas vezes, vemo-nos bombardeados pela falsidade, inveja, cobiça, maldade, presunção, ingratidão, falta de misericórdia, pelo interesse, oportunismo... Então, nos atribulamos diante de toda nossa impotência, fraqueza, pequenez; ficamos perplexos diante da imensidão mar e do barulhento guerrear das ondas contra nosso barco frágil de madeira oca; sentimo-nos desesperados e decepcionados com as perseguições cruéis de motivos torpes e fúteis; arrastamo-nos sem forças, abatidos e cansados em meio aos campos de guerra... (Meus queridos, quantos soldados feridos existem ao nosso redor? E o que temos feito? Temos oferecido ajuda para que suas feridas sejam saradas ou temos apertado o gatilho para o tiro final? E quando somos nós os soldados feridos? Como reagir a toda dor e desesperança à nossa volta?)
Atribulados. Perplexos. Perseguidos. Abatidos.
Agora vejamos o mistério lindo desta passagem...

1) Em tudo somos atribulados, mas não angustiados. Angústia significa ansiedade física acompanhada de opressão dolorosa; agonia, ansiedade, apreensão, inquietude profunda que oprime o coração: uma angústia mortal.
2) Perplexos, mas não desanimados. Desanimado significa que perdeu o ânimo, o alento, a coragem, o valor.
3) Perseguidos, mas não desamparados. Desamparados significa não ter amparo; abandonado; desprotegido.
4) Abatidos, mas não destruídos. Destruídos quer dizer arruinados, extintos, mortos, derrotados, arrasados, assolados, devastados.

(kkkkkkkk...) Eu acho é lindo o agir de Deus! Ele não nos permite escapar da vitória! Aleluia!
Como diz o salmista no Salmo 121: “Elevo os meus olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; [...] O sol não te molestará de dia, nem a lua, de noite. O Senhor te guardará de todo mal; Ele guardará a tua alma. O Senhor guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre”. Aleluia! Glórias sejam dadas ao Nosso Querido Aba que não nos deixa jamais!

Meus amados, ainda que estejamos atribulados, a angústia não oprimirá o nosso coração, pois a Ele entregamos toda nossa ansiedade sabendo que Ele cuida de nossas vidas nos mínimos detalhes. Ainda que fiquemos perplexos (atônitos) diante do que está à nossa frente limitando nossa visão, o desânimo não atingirá nossos espíritos de verdadeiros adoradores, pois não perderemos nosso alento, nossa coragem e nosso valor jamais! Ainda que sejamos perseguidos e maltratados, permaneceremos fiéis, certos de que não estamos desprotegidos, muito menos abandonados, pois Ele jamais nos desampara! Ainda que estejamos abatidos, não seremos destruídos, arruinados, arrasados, mortos, extintos, derrotados, PORQUE ELE VIVE E, NELE, SOMOS MAIS DO QUE VENCEDORES!
Portanto, erga a cabeça! Aguenta Firme! Não desista! Coragem! Continue a lutar! Há pessoas ao seu redor que contam com você e com sua vitória! Você precisa mostrar que é importante não desistir, não importa o quanto pareça difícil ou impossível! Há pessoas observando suas atitudes. Você é inspiração para alguém! Não pare! O teu socorro vem do Senhor, Aquele que fez o céu e a terra! É mole ou quer mais? (kkkkkk... estou rindo de alegria, porque eu acho é lindo, eu acho é lindo, eu acho é liiiindo o agir do meu Deus) Aleluia, Jesus!
Você não foi criado para a vergonha ou para a derrota. Você não é qualquer um, não! Você tem um Dono! Você tem um Pai! Você tem valor, e o preço já foi pago na Cruz do Calvário! Agora pare de olhar para a imensidão do mar, pare de admirar sua impotência e pequenez, pare de ouvir o barulho da tempestade, pare de temer o que pode lhe fazer o homem, pare de andar cabisbaixo como um cão sem dono.
Psiu! Ei! Você é filho do Rei! Você não é obra do acaso! Pare de correr e escute. Escute Sua Voz mansa e suave ao som das batidas do seu coração. Veja-o! Ele está ali na proa do barco a dormir. Você não está só! Sinta Seu abraço quente e acolhedor de Pai Eterno e Supremo! E se derrame. E chore. E conte para Ele onde é a sua dor. E estremeça com o toque do Espírito Santo cheio de Consolo e Amor. E descanse. E durma em Seu colo. Agora é com Ele! E os seus inimigos que se preparem! Ele moverá o céu inteiro por você! Ah, continue descansando, querido filho de Aba. Agora é com o Papai. Pode sonhar. Pode sorrir enquanto dorme em Seu colo. Agora é com Ele. Seus inimigos não receberam recado, porque Ele irá pessoalmente esclarecer que com seus filhinhos ninguém mexe, que neles ninguém toca, que contra ungido ninguém deve se levantar! E todos cairão e reconhecerão que você é escolhido por Deus!
Permaneça firme! Apenas confie... E louve em gratidão! E dance confiança! E se alegre em sua presença! E exulte em esperança! E bendiga o Nome do Senhor! E pule nos campos da vitória! E grite esse Amor! E adore-O! Ah, adore-O! Respire adoração! Filho de Aba... Você é Filho do Rei e Dono dos céus! Desanimar por quê? (kkkkkkkkkk) Aleluia!


“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos...” - 2 Co 4.8-9.


Obrigada, Senhor, por seres exatamente Quem és
e por quem somos em Ti (mais do que vencedores)!


Tathiana Lucena – { Vivendo sob a adrenalina como Filha de Aba! Imbatível, Nele! }

quarta-feira, 25 de março de 2009

Livres De Uma Vida Subordinada Às Opiniões!



"A vida em torno do falso eu gera o desejo compulsivo de apresentar ao público uma imagem perfeita, de modo que todos nos admirem e ninguém nos conheça".
-=- Brennan Manning - O Obstinado Amor de Deus -=-

Quantos de nós já vivemos ou temos vivido uma situação assim? Quando li esse pequeno trecho do livro “O Obstinado Amor de Deus” de Brenann Manning, lembrei de alguém que conheci há algum tempo. Uma pessoa escrava da aprovação dos outros. Apresentava-se irrepreensível diante de toda uma comunidade. No entanto, longe dos holofotes, revelava a doença em seu coração: maus instintos, egocentrismo, arrogância, vícios, soberba, presunção, extremo amor próprio, ignorância, egoísmo, traumas, teimosia. Todos admiravam, mas ninguém conhecia. Ora, o que eu estou dizendo? Eu mesma já estive nesta situação: vivendo em torno do falso eu, com medo da desaprovação das pessoas. Foi preciso eu passar por algumas experiências para aprender a lição do poder de cura que tenho.

“Ou fugimos da nossa realidade, ou forjamos um falso eu na maior parte admirável, suavemente cativante e superficialmente feliz. Por trás de alguma espécie de aparência que, esperamos, mostre-se mais agradável, ocultamos a que sabemos ser ou sentimos ser (aquilo que imaginamos ser inaceitável e não-amorável). Ocultamo-nos por trás de rostos bonitinhos, que vestimos em benefício de nosso público. E com o tempo podemos até esquecer que estamos nos escondendo, começando a pensar que o rostinho bonito que assumimos é como realmente somos percebidos.”
-=- Simon Tugwell - As Bem-Aventuranças -=-

Há uma exigência tão grande por perfeição em nossas igrejas, principalmente, que muitos têm optado viver em torno de uma falsa aparência. Pregadores, levitas, pastores tem sido colocados em um patamar de santidade acima do que eles realmente estão ou poderiam alcançar (tanto pelos membros da igreja, quanto por eles mesmos). Ministram algo que não vivem e exigem das ovelhas um grau de santidade que jamais puderem conseguir, de forma que seus discursos e sermões baseados em um evangelho hipócrita, mesquinho e sem misericórdia acabam se distanciando da realidade e desestimulando os cegos, surdos, mudos e coxos espirituais. Quantos já desistiram de tentar alcançar o céu devido às leis pregadas por fariseus? Quantos têm se escondido como Adão e Eva por não ouvirem a boa-nova de Salvação por meio da maravilhosa, inexplicável e perdoadora Graça de Cristo? O que aconteceu com o que está escrito em 2 Jo 2.1 (... e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo)? Não estou apoiando os caminhos largos, porque tenho certeza de que a porta do céu é sim estreita, assim como creio que uma vida segundo a Palavra de Deus gera em nós mudança, separação e distinção do mundo. Mas a verdade é que nós falhamos e erramos (pecamos) todos os dias, e, nestes momentos, precisamos ouvir o som da Graça. Sabe aquele momento em que cometemos aquele erro? Lembra como nos sentíamos? Como Adão e Eva nos escondemos dos outros e, pior, nos escondemos da face de Deus. Atrofiamo-nos em nossa doença espiritual, desesperançados e desestimulados, até que alguém falou de amor ao nosso coração. Não podemos esquecer de que todos os dias as misericórdias do Senhor se renovam em nossas vidas, pois ainda vivemos em um corpo corruptível e que, onde abundou o pecado, superabundou a Graça (Rm 5.20b). E, assim como alguém nos ofereceu esse poder de cura (o Evangelho da Graça), nós o temos conosco e há muitos soldados feridos em nossas igrejas e nas ruas de nossa cidade necessitando dele. Mas como iremos compartilhar com alguém uma experiência tão rica se preferimos esconder a ferida por medo da desaprovação das pessoas? É muito mais válido quando alguém olha nos nossos olhos e diz: “Eu sei o que você está passando. Também estive lá. Também errei como você. E posso lhe garantir que ainda há esperança, que ainda não acabou”. Jamais poderemos exercer o poder de cura se nos trancafiarmos a uma vida de aparência.

“O Mestre não nos quer perfeitos, apenas verdadeiros. Ainda assim, às vezes é tão grande o nosso esforço por agradar a Deus e por impressionar as pessoas – tão decididos estamos a ser cristãos perfeitos -, que vemos nossa energia sugada e nos mortificamos em razão de nossa exterioridade escorregadia e de nossa hipocrisia interior.”
-=- Brenann Manning -=-

Aos cegos, aos surdos, aos mudos e aos coxos espirituais:
VEJAM. OUÇAM. GRITEM. ANDEM.
A Graça e o Amor de Cristo os alcançaram!

Abandonemos de vez o farisaísmo e passemos a pregar, louvar e VIVER a esperança, o amor, o perdão e a misericórdia do Evangelho da Graça. “Entreguemos nossa pobreza ao Senhor e reconheçamos diante dEle a nossa nulidade. Quer entendamos ou não, Deus nos ama, está presente em nós, chama-nos, salva-nos e oferece-nos uma compreensão e uma compaixão diferentes de tudo o que jamais encontramos em algum livro ou ouvimos em algum sermão” (B. Manning). Portanto, meus queridos, escolhamos viver em torno do eu verdadeiro, expor sem medo o que realmente somos. Sejamos verdadeiros sem temor, certos de que nada pode nos separar do Amor do Pai. Deixemos de lado o medo do que as pessoas vão pensar, e quem sabe, elas comecem a se identificar conosco. Revelarmos a verdade sobre quem realmente somos, miseráveis e pecadores, não é fácil, mas produzirá em nós um conhecimento mais profundo sobre a Graça do Pai, e, consequentemente, encontraremos nela a nossa cura interior e até física. Hoje, converso francamente sobre quem sou com quem quer que seja, pois ousei sair da escravidão de uma vida subordinada às opiniões. Escolhi abrir o livro da minha história e expor as páginas ao público. E sabe de uma coisa? Tem muito mais pessoas como eu do que eu poderia imaginar, porque, lá no fundo, somos todos iguais, por mais diferentes que nos sintamos. Hoje, eu vivo, louvo e prego o Evangelho da Graça e do Amor de Cristo.

Ele toca os feridos e os sara. Ele alcança os perdidos e os resgata. Ele dá a mão aos caídos e os levanta. Ele visita os enfermos e os cura. Ele contempla os solitários e caminha com eles. Ele renova. Ele restaura. Ele cuida. Ele protege. Ele ama. Ele abraça os pecadores e os perdoa. O tempo irá nos mostrar que os holofotes estão em busca (necessitam) daqueles a quem Deus escolheu para usar e abençoar no palco da vida! Ousemos ser verdadeiros diante de Deus e permaneçamos autênticos diante dos homens, pois assim, ao longo da caminhada, ao olharmos para trás, encontraremos uma multidão a seguir-nos (aqueles que, quem sabe, desafiaram-nos ou apontaram-nos nos tropeços e quedas da vida). Verão a si mesmos em nós e, ao som da nossa vitória, receberão um toque de esperança para suas misérias e hipocrisias.

Que Deus possa lhes abençoar poderosamente.

Um abraço fraterno,

{ Tathiana Lucena } - Ousando deixar o farisaísmo e viver a verdade de quem sou alcançada e justificada pela Graça de Cristo.