
Olá, meus queridos!
Que saudade de estar aqui com vocês! Perdoem-me pela ausência, meus queridos...
Mas vamos conversar um pouco sobre algo que o Senhor tem falado ao meu coração, e creio que falará também ao de vocês! Não é algo muito ensinado, ou até seja, mas não está sendo vivido por multidões que lotam as Igrejas em busca de milagres, curas, prodígio, porta aberta, chave de carro ou apartamento, cheque assinado por Jesus etc. Então, vamos descobrir a verdade do/no Evangelho!
“Então, disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me; porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á. Pois que aproveita o homem se ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? Porque o Filho do Homem virá na glória de Seu Pai, com Seus anjos; e, então, dará a cada um conforme a suas obras.” Mt 16. 24-27
Após compartilhar com seus discípulos que Jesus deveria sofrer muito e até morrer (Mt 16.21), mas estava preparado e disposto a fazê-lo, Jesus lhes mostra que eles também deveriam sofrer, e deveriam estar preparados e dispostos para isso.
- “Se alguém quiser vir após mim...”, isto é, “Se algum homem estiver disposto a vir após mim...” Isto sugere uma escolha deliberada (ponderada, refletida, resolvida, decidida), disposição (determinação, intenção, domínio, desembaraço) e revolução (reforma, transformação, mudança completa) na escolha. Quando decidimos por seguir a Cristo (sermos Seus discípulos), nós optamos por viver uma vida que vai à contramão da que vive a maioria. Discípulo de Cristo é “aquele que anda da mesma maneira que Ele andou; que é conduzido por Seu Espírito, segue Seus passos, submete-se à Sua direção, por fim, que segue o Cordeiro para onde quer que Ele vá (Ap 14.4)” - Mattew Henry.
Sermos discípulos é trilharmos o caminho estabelecido na Palavra de Deus, não de forma distante e ideal, mas de forma real e concreta. Ir após o Mestre implica em mudança total (disposição e revolução na escolha), não apenas por dentro (como prega o evangelho light), mas que venha de dentro e se exteriorize em nossas atitudes, nosso comportamento, nosso vestir, nosso caráter, nossa personalidade, nosso temperamento, enfim, não é uma mudança apenas no coração que se finde nele, mas que se revela ao mundo como luz e sal.
Jesus continua dizendo:
- “Renuncie a si mesmo...” Segundo Mattew Henry, “renunciar a si mesmo é uma lição árdua; devemos renunciar a nós mesmos completamente, não devemos satisfazer os nossos caprichos, nem confiar em nosso próprio entendimento, nem procurar nossos interesses, nem permitir que a satisfação do nosso ego seja nosso maior objetivo. Significa renunciar os apetites do nosso corpo em benefício da nossa alma”. Outra definição interessante: “Submeter-se ao Seu controle tão completamente que a própria pessoa não tem nenhuma prerrogativa (direito ou privilégio especial)” - William MacDonald.
Lendo essas definições, eu me lembrei de alguns exemplos de homens que renunciaram tudo para serem discípulos de Jesus... Pedro, Tiago, João, Mateus, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Tadeu, Tiago - filho de Alfeu-, Simão e Judas Iscariotes. Doze homens que ousaram deixar tudo (sonhos, projetos, profissões, família, crenças, costumes etc.) para trás e seguiram o Mestre. Também Estevão, o primeiro mártir, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo; mas foi apedrejado até a morte por não negar a Cristo (At 7.55-60). E o que dizer de Paulo? Um exemplo que considero demais é o apóstolo Paulo que disse em Atos 20.24: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Também em Gálatas 2.20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Eu não poderia de mencionar o maior exemplo de renúncia: CRISTO JESUS, O ÚNICO FILHO DE DEUS. Em Filipenses 2.5-8, Paulo nos diz: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhantes aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se, sendo obediente até a morte e morte de cruz.” O nascimento de Cristo, Sua vida e Sua morte são todos um ato de humilhação, de renúncia, de amor. Renúncia por amor a mim e a você. O Pai nos deu o Seu Melhor: Cristo, Seu Único Filho. O Filho nos deu o Seu Melhor: o próprio sangue por mim e por você (Is 53.5: “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”). Esse ato de renúncia há muitos anos atrás nos proporcionou algo que não seríamos capazes de conquistar sozinhos, com nossas próprias forças: a Salvação. Uma vida eterna de glória, adoração e exaltação ao Deus Vivo. Algo inimaginável (1 Co 2.9-10: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam. Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.”), algo que vale muito mais do que tudo o que podemos alcançar seguindo nossos próprios interesses, vivendo segundo nossos prazeres. Quando Jesus falou em renúncia, Ele sabia o que estava falando. Ele renunciou por Amor. Ele aniquilou-se por amor. Ele humilhou-se por amor. Para que a Graça nos alcançasse e fôssemos remidos de todo pecado através de Seu sangue derramado na Cruz.
- “Tome sobre si a sua cruz...” Segundo Mattew Henry, “a cruz aqui representa todos os sofrimentos, como homens ou como cristãos; aflição, perseguições devido à justiça, ou seja, cada problema que acontece conosco, tanto por fazermos o bem como por não fazermos o mal. (...) Quando nos alegramos com as nossas aflições, e nos gloriamos nelas, é quando tomamos a cruz. Isso acertadamente acompanha o ‘renuncie-se a si mesmo’; porque aquele que não renunciar aos prazeres do pecado, e as vantagens deste mundo, por Cristo, quando chegar o momento, nunca terá coragem de carregar a cruz”. William MacDonald também diz: “significa disposição de tolerar vergonha, sofrimento e talvez martírio por Sua causa; morrer para o pecado, para si mesmo e para o mundo.” Em Filipenses 1.29, Paulo nos diz: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele”. Tomar sobre nós a nossa cruz é um gesto, através do qual, dizemos a Jesus: "Eu Te servirei custe o que custar, venha o que vier, haja o que houver”.
Temos ouvido tantas mensagens de “Oba-Oba!”, de “Vitórias e Bênçãos sem medidas”. Temos visto igrejas hiper lotadas, casas de oração abrindo aqui e ali. A cada dia, mais e mais “profetas” entregam chave de carro ou de apartamento, cheques assinados por Jesus etc., a pessoas sem o menor compromisso com o Pai. Muitos estão ocupando lugares nas Igrejas e Casas de Oração, não por amor, gratidão e reconhecimento a Deus, não para buscar ao Senhor, mas pelo que Ele tem para lhes dar! No entanto, não são capazes de negar a si mesmas e tomar sobre si as suas cruzes. Não estão dispostas a sacrificar a carne, morrer para o mundo e viver para Cristo. Não estão dispostas a viver a mensagem da cruz! Querem receber, mas são incapazes de dar. Querem a Cristo como Salvador, desde que vivam de acordo com suas próprias vontades/verdades, desde que não tenham nada a perder, desde que não precisem padecer o mínimo que seja. Como Salvador, tudo bem, mas como Senhor, jamais! Vivemos o tempo que está escrito em 2 Timóteo 4.2-4, em que Paulo diz a Timóteo: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda (corrija), exorte, com toda paciência e doutrina. Porque chegará o tempo em que não sofrerão (suportarão) a sã doutrina (chegará o tempo em que não suportarão os caminhos de Deus, os pensamentos de Deus); ao contrário, sentindo comichão nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo as suas próprias concupiscências (cobiças); e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para as fábulas”. Paulo, porém, continua no versículo 5: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. Amados, os que vivem pelos tesouros desse mundo, receberão apenas aquilo que o mundo é capaz de lhes dar. Mas aqueles que tomarem sobre si a sua cruz, certos de que no mundo terão aflições, mas devem ter bom ânimo, pois Cristo venceu o mundo (Jo 16.33)... Ah! A eternidade na glória será o mínimo (que não pode ser comparado ao máximo deste mundo) de tudo o que Deus preparou. Levarmos a nossa cruz é, acima de tudo, levarmos as marcas de Cristo. Paulo escreve em 2 Co 4.8-11, 16-18: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. (...) Por isso, não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas”. Tomemos sobre nós a nossa cruz, não porque valerá a pena (porque seremos recompensados), mas em retribuição ao Amor que Ele demonstrou por nós quando a levou sobre Suas costas açoitadas, dilaceradas, manchadas de sangue e dor.
- “E siga-me.”
“Significa viver como Ele vivia com tudo o que envolve de humildade, pobreza, compaixão, amor, graça e cada outra virtude divina”. - William MacDonald. “No sentido particular de carregar a cruz. (...) Cristo a suportou antes de nós, por nós e a retira de nós. (...) Ou nós podemos compreender isso de forma geral, ou seja, devemos seguir a Cristo em todos os exemplos de santidade e obediência”, segundo Mattew Henry.
Seguir a Cristo envolve renúncia, exige que tomemos a nossa cruz. Aqui o “Evangelho Light” não se encaixa, nem a “Teoria da Prosperidade”, nem a “Grande Oferta dos Bezerros de Ouro” deste tempo. Ao renunciarmos a nós mesmos, tomarmos sobre nós a nossa cruz, decididos a seguir a Cristo, avançaremos à contramão deste século e suas mazelas. Optaremos por uma vida íntegra, numa sociedade corrupta; por preservar-nos limpos do pecado, numa sociedade de vestes prostituídas; optaremos pela paz e amor ao próximo, numa sociedade violenta e em guerra. Seguir a Cristo exige caráter, perseverança, personalidade, disposição, revolução, desapego às coisas deste mundo. Mas como vamos andar como Cristo andou se não conhecemos Seus passos? Se não sabemos Quem Ele é, o que Ele fez, quais Suas atitude diante das mais diversas circunstâncias? Através da Bíblia Sagrada. Lendo o Salmo 119, teremos uma dimensão de quão importante é observarmos a Palavra de Deus. Nada substitui a Bíblia. Nada! Movimentos vêm e vão. Mas a Palavra do Senhor permanece, edifica, consola, exorta, fortalece e ensina nossos corações a seguirem a Cristo.
Trilhando esse caminho tão estreito, avançaremos à contramão deste mundo, mas, ao contrário dos que preferem a largura da facilidade, o sabor do mundo e seus prazeres, estaremos aptos a passar pela Porta Estreita descrita em Mateus 7.13-14: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Quando nos dispomos a renunciar a nós mesmos, tomar sobre nós a nossa cruz e seguir a Cristo, nos tornamos a única classe de pessoas a Quem o Pai procura: os verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24). Tornamo-nos, homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com Deus. Portanto, vale a pena ir à contramão da maioria! Vale a pena renunciarmos aos nossos próprios sonhos para vivermos os sonhos de Deus! Vale a pena deixarmos tudo o que o mundo nos oferece para seguir a Cristo e tudo o que Ele tem para nos oferecer na glória!
Em João 14, Jesus diz aos seus discípulos: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se na fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for vos preparar lugar, virei outra vez e voz levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também. (...) Se me amardes verdadeiramente, guardareis os meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós O conheceis, porque habita em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. (...) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Psiu! Estejamos prontos a sermos verdadeiramente discípulos de Cristo, renunciando a nós mesmos, tomando sobre nós a nossa cruz e seguindo-O. Abramos mão do pouco desta vida, comparado ao muito que Ele já nos proporcionou. O preço foi alto demais, porém Ele já pagou. Hoje, fomos alcançados pela Graça, porque um dia Ele renunciou a própria vida para vencer a morte e nos proporcionar a eternidade. Deixemos os nossos interesses de lado e adoremos o Mestre por amor, por gratidão. Reconheçamos o Amor do Mestre. Confessemos a Jesus, não apenas como Salvador, mas como Salvador e Senhor de nossas vidas! Deixemos que Ele tome a direção do nosso barco, as rédeas do nosso coração impetuoso.
Ah! Gostaria de lhes indicar dois livros tremendos:
- A Bíblia Sagrada, diariamente primordial;
- O Pelegrino, leitura complementar ao texto.
Um abraço fraterno bem forte,
Tathiana Lucena - { Vivendo uma revolução! Eu fiz minha escolha! }- “Se alguém quiser vir após mim...”, isto é, “Se algum homem estiver disposto a vir após mim...” Isto sugere uma escolha deliberada (ponderada, refletida, resolvida, decidida), disposição (determinação, intenção, domínio, desembaraço) e revolução (reforma, transformação, mudança completa) na escolha. Quando decidimos por seguir a Cristo (sermos Seus discípulos), nós optamos por viver uma vida que vai à contramão da que vive a maioria. Discípulo de Cristo é “aquele que anda da mesma maneira que Ele andou; que é conduzido por Seu Espírito, segue Seus passos, submete-se à Sua direção, por fim, que segue o Cordeiro para onde quer que Ele vá (Ap 14.4)” - Mattew Henry.
Sermos discípulos é trilharmos o caminho estabelecido na Palavra de Deus, não de forma distante e ideal, mas de forma real e concreta. Ir após o Mestre implica em mudança total (disposição e revolução na escolha), não apenas por dentro (como prega o evangelho light), mas que venha de dentro e se exteriorize em nossas atitudes, nosso comportamento, nosso vestir, nosso caráter, nossa personalidade, nosso temperamento, enfim, não é uma mudança apenas no coração que se finde nele, mas que se revela ao mundo como luz e sal.
Jesus continua dizendo:
- “Renuncie a si mesmo...” Segundo Mattew Henry, “renunciar a si mesmo é uma lição árdua; devemos renunciar a nós mesmos completamente, não devemos satisfazer os nossos caprichos, nem confiar em nosso próprio entendimento, nem procurar nossos interesses, nem permitir que a satisfação do nosso ego seja nosso maior objetivo. Significa renunciar os apetites do nosso corpo em benefício da nossa alma”. Outra definição interessante: “Submeter-se ao Seu controle tão completamente que a própria pessoa não tem nenhuma prerrogativa (direito ou privilégio especial)” - William MacDonald.
Lendo essas definições, eu me lembrei de alguns exemplos de homens que renunciaram tudo para serem discípulos de Jesus... Pedro, Tiago, João, Mateus, André, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Tadeu, Tiago - filho de Alfeu-, Simão e Judas Iscariotes. Doze homens que ousaram deixar tudo (sonhos, projetos, profissões, família, crenças, costumes etc.) para trás e seguiram o Mestre. Também Estevão, o primeiro mártir, cheio de fé e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo; mas foi apedrejado até a morte por não negar a Cristo (At 7.55-60). E o que dizer de Paulo? Um exemplo que considero demais é o apóstolo Paulo que disse em Atos 20.24: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”. Também em Gálatas 2.20: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Eu não poderia de mencionar o maior exemplo de renúncia: CRISTO JESUS, O ÚNICO FILHO DE DEUS. Em Filipenses 2.5-8, Paulo nos diz: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhantes aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se, sendo obediente até a morte e morte de cruz.” O nascimento de Cristo, Sua vida e Sua morte são todos um ato de humilhação, de renúncia, de amor. Renúncia por amor a mim e a você. O Pai nos deu o Seu Melhor: Cristo, Seu Único Filho. O Filho nos deu o Seu Melhor: o próprio sangue por mim e por você (Is 53.5: “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados”). Esse ato de renúncia há muitos anos atrás nos proporcionou algo que não seríamos capazes de conquistar sozinhos, com nossas próprias forças: a Salvação. Uma vida eterna de glória, adoração e exaltação ao Deus Vivo. Algo inimaginável (1 Co 2.9-10: “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que O amam. Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.”), algo que vale muito mais do que tudo o que podemos alcançar seguindo nossos próprios interesses, vivendo segundo nossos prazeres. Quando Jesus falou em renúncia, Ele sabia o que estava falando. Ele renunciou por Amor. Ele aniquilou-se por amor. Ele humilhou-se por amor. Para que a Graça nos alcançasse e fôssemos remidos de todo pecado através de Seu sangue derramado na Cruz.
- “Tome sobre si a sua cruz...” Segundo Mattew Henry, “a cruz aqui representa todos os sofrimentos, como homens ou como cristãos; aflição, perseguições devido à justiça, ou seja, cada problema que acontece conosco, tanto por fazermos o bem como por não fazermos o mal. (...) Quando nos alegramos com as nossas aflições, e nos gloriamos nelas, é quando tomamos a cruz. Isso acertadamente acompanha o ‘renuncie-se a si mesmo’; porque aquele que não renunciar aos prazeres do pecado, e as vantagens deste mundo, por Cristo, quando chegar o momento, nunca terá coragem de carregar a cruz”. William MacDonald também diz: “significa disposição de tolerar vergonha, sofrimento e talvez martírio por Sua causa; morrer para o pecado, para si mesmo e para o mundo.” Em Filipenses 1.29, Paulo nos diz: “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele”. Tomar sobre nós a nossa cruz é um gesto, através do qual, dizemos a Jesus: "Eu Te servirei custe o que custar, venha o que vier, haja o que houver”.
Temos ouvido tantas mensagens de “Oba-Oba!”, de “Vitórias e Bênçãos sem medidas”. Temos visto igrejas hiper lotadas, casas de oração abrindo aqui e ali. A cada dia, mais e mais “profetas” entregam chave de carro ou de apartamento, cheques assinados por Jesus etc., a pessoas sem o menor compromisso com o Pai. Muitos estão ocupando lugares nas Igrejas e Casas de Oração, não por amor, gratidão e reconhecimento a Deus, não para buscar ao Senhor, mas pelo que Ele tem para lhes dar! No entanto, não são capazes de negar a si mesmas e tomar sobre si as suas cruzes. Não estão dispostas a sacrificar a carne, morrer para o mundo e viver para Cristo. Não estão dispostas a viver a mensagem da cruz! Querem receber, mas são incapazes de dar. Querem a Cristo como Salvador, desde que vivam de acordo com suas próprias vontades/verdades, desde que não tenham nada a perder, desde que não precisem padecer o mínimo que seja. Como Salvador, tudo bem, mas como Senhor, jamais! Vivemos o tempo que está escrito em 2 Timóteo 4.2-4, em que Paulo diz a Timóteo: “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda (corrija), exorte, com toda paciência e doutrina. Porque chegará o tempo em que não sofrerão (suportarão) a sã doutrina (chegará o tempo em que não suportarão os caminhos de Deus, os pensamentos de Deus); ao contrário, sentindo comichão nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo as suas próprias concupiscências (cobiças); e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para as fábulas”. Paulo, porém, continua no versículo 5: “Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério”. Amados, os que vivem pelos tesouros desse mundo, receberão apenas aquilo que o mundo é capaz de lhes dar. Mas aqueles que tomarem sobre si a sua cruz, certos de que no mundo terão aflições, mas devem ter bom ânimo, pois Cristo venceu o mundo (Jo 16.33)... Ah! A eternidade na glória será o mínimo (que não pode ser comparado ao máximo deste mundo) de tudo o que Deus preparou. Levarmos a nossa cruz é, acima de tudo, levarmos as marcas de Cristo. Paulo escreve em 2 Co 4.8-11, 16-18: “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. (...) Por isso, não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas”. Tomemos sobre nós a nossa cruz, não porque valerá a pena (porque seremos recompensados), mas em retribuição ao Amor que Ele demonstrou por nós quando a levou sobre Suas costas açoitadas, dilaceradas, manchadas de sangue e dor.
- “E siga-me.”
“Significa viver como Ele vivia com tudo o que envolve de humildade, pobreza, compaixão, amor, graça e cada outra virtude divina”. - William MacDonald. “No sentido particular de carregar a cruz. (...) Cristo a suportou antes de nós, por nós e a retira de nós. (...) Ou nós podemos compreender isso de forma geral, ou seja, devemos seguir a Cristo em todos os exemplos de santidade e obediência”, segundo Mattew Henry.
Seguir a Cristo envolve renúncia, exige que tomemos a nossa cruz. Aqui o “Evangelho Light” não se encaixa, nem a “Teoria da Prosperidade”, nem a “Grande Oferta dos Bezerros de Ouro” deste tempo. Ao renunciarmos a nós mesmos, tomarmos sobre nós a nossa cruz, decididos a seguir a Cristo, avançaremos à contramão deste século e suas mazelas. Optaremos por uma vida íntegra, numa sociedade corrupta; por preservar-nos limpos do pecado, numa sociedade de vestes prostituídas; optaremos pela paz e amor ao próximo, numa sociedade violenta e em guerra. Seguir a Cristo exige caráter, perseverança, personalidade, disposição, revolução, desapego às coisas deste mundo. Mas como vamos andar como Cristo andou se não conhecemos Seus passos? Se não sabemos Quem Ele é, o que Ele fez, quais Suas atitude diante das mais diversas circunstâncias? Através da Bíblia Sagrada. Lendo o Salmo 119, teremos uma dimensão de quão importante é observarmos a Palavra de Deus. Nada substitui a Bíblia. Nada! Movimentos vêm e vão. Mas a Palavra do Senhor permanece, edifica, consola, exorta, fortalece e ensina nossos corações a seguirem a Cristo.
Trilhando esse caminho tão estreito, avançaremos à contramão deste mundo, mas, ao contrário dos que preferem a largura da facilidade, o sabor do mundo e seus prazeres, estaremos aptos a passar pela Porta Estreita descrita em Mateus 7.13-14: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Quando nos dispomos a renunciar a nós mesmos, tomar sobre nós a nossa cruz e seguir a Cristo, nos tornamos a única classe de pessoas a Quem o Pai procura: os verdadeiros adoradores (Jo 4.23-24). Tornamo-nos, homens e mulheres verdadeiramente comprometidos com Deus. Portanto, vale a pena ir à contramão da maioria! Vale a pena renunciarmos aos nossos próprios sonhos para vivermos os sonhos de Deus! Vale a pena deixarmos tudo o que o mundo nos oferece para seguir a Cristo e tudo o que Ele tem para nos oferecer na glória!
Em João 14, Jesus diz aos seus discípulos: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se na fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for vos preparar lugar, virei outra vez e voz levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também. (...) Se me amardes verdadeiramente, guardareis os meus mandamentos. E Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós O conheceis, porque habita em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. (...) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e Eu o amarei e me manifestarei a ele”.
Psiu! Estejamos prontos a sermos verdadeiramente discípulos de Cristo, renunciando a nós mesmos, tomando sobre nós a nossa cruz e seguindo-O. Abramos mão do pouco desta vida, comparado ao muito que Ele já nos proporcionou. O preço foi alto demais, porém Ele já pagou. Hoje, fomos alcançados pela Graça, porque um dia Ele renunciou a própria vida para vencer a morte e nos proporcionar a eternidade. Deixemos os nossos interesses de lado e adoremos o Mestre por amor, por gratidão. Reconheçamos o Amor do Mestre. Confessemos a Jesus, não apenas como Salvador, mas como Salvador e Senhor de nossas vidas! Deixemos que Ele tome a direção do nosso barco, as rédeas do nosso coração impetuoso.
OUSE RENUNCIAR POR AMOR. TOME SOBRE SI A SUA CRUZ EM RETRIBUIÇÃO. DISPONHA-SE A SEGUI-LO COM CONVICÇÃO. E VOCÊ SABERÁ O QUE SIGNIFICA IR APÓS O MESTRE. SEJA DISCÍPULO.
Ah! Gostaria de lhes indicar dois livros tremendos:
- A Bíblia Sagrada, diariamente primordial;
- O Pelegrino, leitura complementar ao texto.
Um abraço fraterno bem forte,


